quinta-feira, 22 de março de 2012

BANCO DAS REFLEXÕES


Viajando ao léu
adentro sem pensar
ao céu do pensamento:

Desconhecida lei
talhada na abóbada do infinito.

Vibrações sutis sopram a sua imagem:
Imagem individual...

Enegia mental,
reflexo comportamenal,
dinâmico, abstrato...

Retrato do ser na busca da verdade:
- Sobrevivência.

domingo, 4 de março de 2012

ANO, APÓS ANO...

(IGdeOl)

Mais um intervalo de tempo...
A terra passeia em torno do sol
de mãos dadas com o poeta de escol,
de primoroso canto e forte talento.

Ano que registra no espaço a marcha
de dias alegres, de noites de trevas
e a esperança de vida longeva
no ciclo entrante que lépido se passa.

Navegação em folhinha impressa,
memórias que guarda essências
das emoções...,do pouco que resta.

Assim é que prossigo sem pressa
plantando e colhendo experiências
cantando meus versos, fazendo serestas...

NOITE DE POSSE

(Por ocasião da posse da diretoria da Soc. Escritores de Blumanau em 09/02/2010)


Procuro um poema,
um poema para adornar a noite..

Noite cálida,
Clara noite!

 Neruda vem ao meu encontro:
"Obrigado, violinos, por este dia de quatro cordas.
É puro o som do céu, a voz azul do ar."

Contorno:

Passageiro acontecimento...

Tripulantes nos postos,
tudo disposto ao sabor dos passageiros
que envelhecem,
tripulantes e passageiros envelhecem e passam,
mas o navio permanece com suas janelas abertas
para a palavra escrita voar...

(IGdeOl)

sábado, 3 de março de 2012

UM RIO DE LETRAS

A Sociedade Escritores de  Blumenau (SEB) lançou, em verso e prosa, nesta quinta-feira, 1º de março, a quarta Edição da Coletânea Um Rio de Letras, Ed. Nova Letra, 108 p.

Participaram da Coletânea vinte e cinco associados da SEB, poetas e escritores.  Três poemas de minha autoria, já apresentados neste blog, estão também ali registrados:  VELHUSCO, SUBLIME VISÃO e NOVO CÉU.

O Conselho Editorial foi formado por Eduardo de Alencar, Gervásio Tessaleno Luz, Marcelo Steil e Terezinha Manczak. A Capa é Arte de Marcelo Steil sobre obra de Guido Heuer e a Revisão foi de Gervásio Tessaleno Luz.

Felicitações a todos os participantes pelo belo trabalho.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

VELHUSCO




*In memorian ao meu avô, José Gonçalves de Oliveira (1874/1974)

Na madrugada, com sua quietude,
Contemplo no passado o mistério da vida...
Vislumbro a silenciosa e grande saída
Que a voz do calar apresenta-me amiúde.

Não mais me importa o que fiz ou o que faço
Liberto-me da prisão que o infortúnio me doou...
Foram fazes de lutas que hoje rechaço
Para viver os dias de quem na verdade eu sou.

Quando jovem foi o trabalho meu triunfo e lazer
Já maduro compreendo meu êxito e sucesso
E abandono o antigo, renovando meu ser:

Adormeço guardando segredos sem ter,
Acordo com a luz inundando o Universo
E acolho a velhice com todo o prazer.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ANO VELHO

Período sagrado em que o poeta e a Terra andaram abraçados a percorrer por doze meses o caminho em volta ao Sol.
Para a Terra a viagem é costumeira e repetitiva.

Para o poeta é um dos períodos de experiência, de prática da vida, de ensaios, de tentativas.

Nesse espaço de tempo o vate experimentou, provou, praticou, verificou, sentiu e sofreu. Experimentação que o fará mais experto, mais sabedor, mais experimentado e assim, melhor preparado para o ANO-BOM e para o ANO NOVO.

Oh, quão bom, belo e agradável o ANO VELHO!

(IGdeOL, 2008)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SONHADOR

 
Sim, sou um sonhador!
Na memória tenho impresso
as fronteiras do Universo
das viagens que viajei,
dos sonhos que sonhei,
das experiências, das lidas,
no duro labor das vidas
nos mundos que habitei.

Já fui, como são muitos,
descrente por ignorância...
Vivi sem  dar importância
aos segredos, aos arcanos,
e por muitos e muitos anos
foi meu parceiro: o medo...
Mas hoje, acordo bem cedo
recordando sonho e planos!

O sonho, posso explicar,
é amancipação da alma
que na mais surdina calma,
durante o sono da  gente,
livra-se do corpo dormente
para visitar outros mundos
e após estágios profundos
retorna ao mesmo ambiente.

E é essa recordação
dos contatos realizados
em nossa mente gravados
o que chamamos de sonho,
seja bom, seja bisonho,
todos eles instrutivos
e que formam os arquivos
destes versos que componho!

Pensa o leigo que sonhar
é viver uma  fantasia,
uma ilusão, uma utopia,
ser um louco desvairado,
mas será um felizardo
no encontro da verdade,
seja hoje ou mais tarde
ou neste verso quebrado!

Sim, sou um sonhador!
Na memória tenho impresso
as fronteiras do Universo
da viagens que viajei,
dos sonhos que já sonhei,
das experiências,  das lidas,
no duro labor das vidas
dos mundos que habitei...

( IGdeOl: Amor, singelo amor!, pag. 45,  Graf. Verdes Mares, Itapema, 2002)