sexta-feira, 24 de junho de 2011

PAZ QUE PRECISO


(IGdeOl)

No silêncio do espírito
meu corpo cansado
respira aliviado
das dores que sinto:
mazela das trevas imbricadas
no caminho que sigo...

E neste sossego
na parada da estrada
me alimento da paz que preciso
para continuar esta vida!

domingo, 10 de abril de 2011

CAMINHO


Transito seguro meu caminho...
(a vereda do destino é imposta a todos os viventes)

Sigo o rumo perfilado
a sós com a minha sombra,
sem ofuscar estrelas,
sem melindrar medíocres.

Em cada pedra que tropeço
colho adornos ao meu próprio eu.

Nessa íngreme trilha não há retornos
e o tempo não deixa espaço para cicatrizar feridas.

A chegada é irrevogável...
No ponto mais elevado
aguarda-me a justiça,
sem alarde...

segunda-feira, 14 de março de 2011

DIA NACIONAL DA POESIA

Poema 14032011



Desejo um poema...

Um poema no prelo,
com cheiro e gosto de vida.

Degustar intensamente
letra por letra,
verso por verso...


A alma do poeta tem paladar...

A poesia: perfume e sabor.

Desejo um poema para degustar:
Cheiro de vida e gosto do belo,
fazem água na boca da alma
do poeta vivente.

domingo, 13 de março de 2011

DESCOBERTA

Heureca! Vivo uma arte
Entre a vida e a morte.

No silêncio da tarde
Revisto-me de alegria
A cantar com os pássaros

Sem lamentar a distância do porvir
Acompanho o vento em vôo astral
E avizinho distâncias no evoluir.

quinta-feira, 3 de março de 2011

DIA DE SOL


DIA DE SOL

Nos dias de sol, salto da cama às oito horas para uma caminhada.

Como uma banana (do verbo comer, alimentar-se: eu como uma banana... não me entendam de outra forma, por favor!), ingiro meus medicamentos de uso diário: dois comprimidos para pressão alta, dois para diabetes, uma unidade para colesterol e outras tantas para triglicerídeo e ácido úrico.

Sete quilômetros de brancas areias. Mar límpido e calmo. Uma dezena de gaivotas aguarda o instante oportuno para desferir certeiro mergulho na busca do seu alimento matinal. Elas não se preocupam em tomar medicamentos e nem com a presença dos viandantes. Estão acostumadas com os caminhantes da orla da Meia Praia e, por instinto, sabem que nenhum deles tem a intenção de roubar-lhes o peixe de cada dia e até levantam a cabeça para cumprimentá-los.

Essas caminhadas nos dias de sol me dão mais ânimo para a vida e amenizam o efeito da obesidade. O meu corpo torna-se mais leve e solto. Todo o período em que me proponho a essa atividade fico mais elástico e por conseqüência consigo, sem muito esforço, amarrar os cordões do tênis com facilidade.

Ah!... Se todos os meus dias fossem "dia de sol"...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

OUTRO CARNAVAL





Neste carnaval derradeiro
investirei nas folias de Momo
para soltar o meu eu verdadeiro.

Uma máscara cobre minha face
disfarce do que não sou
coragem para fazer o que sou.


Apanágio dos meus longos dias
quando lúcido e responsável
escondo a volúpia dos meus desejos,
medo da notável discriminação
conce bida em minhas entranhas.

Neste carnaval derradeiro
investirei nas folias de Momo
para soltar o meu eu verdadeiro.

Prestes a uma nova façanha
aguardo mais um carnaval
ruas e salões enfeitados
foliões desatinados
pouca roupa, quase nada,
mascarados, mascaradas,
bebida, suor, algazarra,
trio elétrico, fanfarra,
sexo, loucura, miçangas,
todos a soltar a franga!

IGdeOl, Versos Esparsos, Nova Letra, 2009, pág. 32/33.




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

LUZ VERMELHA

POEMA EXPOSTO EM UMA PARADA DE ÔNIBUS
ITAPEMA (SC) - ANO 2010